CURITIBA 2019

O quinto encontro da rede de ativistas GayLatino terá lugar em Curitiba, no marco do primeiro Congreso Internacional LGBTI+ que será no Brasil, do dia 13 até o dia 17 de novembro.

Por que participam no Congresso Internacional LGBTI+ junto a outras organizações?

Acreditamos na importância da articulação em redes com outras organizações LGBTI+ da região para monitorar e identificar respostas à situação dos direitos humanos dos nossos coletivos. Procuramos desta forma unir esforços para relevar, monitorar e responder à situação de p3//9-/ LGBTI+ de toda América Latina e o Caribe desde uma perspectiva de movimentos sociais, em associação com a academia, empresas, governos e agências de cooperação.

Discutiremos e abordaremos estratégias conjuntas para as áreas mais prioritárias das pessoas LGBTI+ da América Latina e o Caribe.

Violação de direitos humanos

Um importante desafio é a falta de estatísticas sobre a violência às pessoas LGBTI+ na região, fato apontado pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bisexuaoa, Transexuais e Intersexuais (ILGA)

Neste encontro discutiremos experiências de enfrentamentos de violência contra pessoas LGBTI+ assim como estratégias para instituir a sua criminalização.

Saúde integral, incluindo o HIV

Os homens gays e as mulheres traba são as populações mais afetadas pelo HIV na região. Referente aos homens gay e homens que fazem sexo com homens, mais da metade não conhece o seu status sorológico e o uso da camisinha é pouco frequente.

O estigma e a discriminação dificultam o acesso à saúde de nossas populações chaves. Assim também, países como Venezuela, Honduras, Nicarágua e Argentina estão desabastecidos na provisão de medicamentos antirretrovirais. .

A educação

As escolas em América Larina são ambientes hostis para os estudantes LGBTI+, com uma importante violência em contra da infância e adolescência LGBTI+. De acordo com um estudo realizado entre 2015/2016!3’ Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Perú e Uruguai, os estudantes LGBTI+ sofrem distintos tipos de violência e discriminação.

A violência e discriminação experimentadas na etapa escolar tem consecuencias na saúde mental e a qualidade de vida das pessoas LGBTI+ durante presto das suas vidas, por isso consideramos a educação como uma prioridade para o nosso movimento. .

Identidade de gênero

As pessoas trans na sua maior parte da região não têm acesso a um direito básico e elementar como a identidade. Sem documentos, têm denegado o acesso a todos os demais direitos humanos: saúde, educação, moradia, trabalho digno, etc.

A inclusão no mercado trabalhista e empregabilidade

Especialmente para as pessoas trans, especialmente mulheres, que estão excluídas do mundo trabalhista. Ainda há pouca documentação com respeito a isso na América Latina e o Caribe. Porém, no Brasil, algumas empresas do Fórum de Empresas e Direitos LGBT estão iniciando essa forma de inclusão. Acreditamos que é necessário promover a qualificação acadêmica de mais pessoas trans e promover a sua inclusão no mercado trabalhista.

Associação com empresas e a Academia

Procuramos construir pontes de diálogo para melhorar as condições de vida das pessoas LGBTI+. Propiciamos assim mais oportunidades de emprego, de desenvolvimento, como também maior conhecimento e pesquisa para o uso pleno de nossos direitos humanos.