COLÔMBIA


Colômbia encontra-se localizada na parte noroeste da América do Sul, em limites terrestres e marítimos com Venezuela, Brasil, Peru, Equador, República Dominicana, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Jamaica e Panamá, com saída a dois mares: o mar Caribe e o Oceano Pacífico.

A população habitante da Colômbia na sua grande maioria é de raça mestiça. Com um pouco mais de 48 milhões de cidadãos o 49% são mestiços, 37% brancos, 10,6% afro, e um 3,4% indígenas. Segundo o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE) o 51,2% são mulheres e 48,8% homens.

Colômbia e a economia número 40 por volume de P e B. A sua dívida pública em 2017 foi de 137.448 milhões de euros, Com uma dívida de 49,78% do PIB. Sua dívida per capita é de €2788 euros por habitante.


Segundo o relatório de DDHH LGBT de Colômbia Diversa, Em 2015 foram assassinadas 110 pessoas LGBT. As principais vítimas de homicídios foram homens gay e pessoas trans. O 95% dos crimes permanece na impunidade.

Na Colômbia, segundo o mesmo relatório, as pessoas LGBT são especialmente vulneráveis a enfrentar torturas, maus tratos e execuções extrajudiciais quando encontram-se sob custódia do Estado.

Desde 2014, as ameaças de morte a pessoa LGBT aumentaram um 50%. O maior número de ameaças foi em departamentos com uma forte presença de grupos às margens da lei e bandas criminosas. Nesse contexto, as pessoas LGBT encontram-se especialmente vulneráveis devido a que os grupos armados recorrem à a tática de controle social e reproduzem preconceitos e estereótipos sobre essa população.

As ameaças, o deslocamento forçado e os homicídios são os fatos vítimizantes que mais tem afetado às pessoas LGBT no marco do conflito armado.


A epidemia do HIV/Aids na Colômbia se mantém concentrada em populações de maior vulnerabilidade, particularmente em homens que fazem sexo com homens e em mulheres transgênero.

Durante o ano 2014 tem sim notificado 10.094 pessoas com HIV/Aids, dos quais o 74,43% foram homens e um 25,57 foram mulheres. Do total destes casos, o 98,9% corresponde a transmissão sexual e, segundo o grupo etário, O grupo populacional mais afetado no ano 2014 foi o grupo de 25 a 34 anos com 34,11% do total das pessoas notificadas, seguido pelo grupo de 15 a 24 anos com o 22,13%.

Ante tal situação o país tem se comprometido para o ano 2020, como as metas 90-90-90, o que significa que devem se diagnosticar pelo menos uns 90% dos casos estimados a efeito de pôr pelo menos um 90% dos mesmos antecipadamente em tratamento e conseguir a diminuição da carga viral em pelo menos uns 90% deles. Com o cumprimento destas metas, Não só estará se melhorando a qualidade e a sua expectativa de vida das pessoas infectadas, mas também se conseguirá cortar a cadeia de transmissão do HIV. Por isso mesmo, hoje se fala de prevenção combinada, onde a camisinha continua sendo a ferramenta mais eficaz para prevenir a transmissão do vírus; Mas se a isto somamos o fato de que as pessoas que vivem com o vírus sejam diagnosticadas antecipadamente e sejam tratadas oportuna e adequadamente, poderia se reduzir de forma significativa a probabilidade de transmitir a infecção e potenciar ação preventiva

Colômbia contar com o decreto 1543 que regulamenta o trato da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) E outras infecções sexualmente transmissíveis (IST).

A Conta de Alto Custo lançou um livro, que leva como título “Situação do HIV AIDS na Colômbia 2018”, em que se analisa qual é o atual cenário desta doença no país. Um documento de livre acesso que, além disso, dar dicas sobre como se concentram em tratam os casos de HIV na Colômbia

Segundo o relatório, para o ano 2018 na Colômbia reportaram-se 95.745 casos de HIV, dos quais 78.228 usavam terapia antirretroviral (82%) e destes 50.373 tinha supressão viral (64%). Um indicador que presumeQue ainda devem ser feitos maiores esforços se querem alcançar a meta 90-90-90 que tem foi estabelecida por ONUSIDA para 2030.

(diagnosticar pelo menos um 90% das pessoas que vivem com HIV, oferecendo tratamento antirretroviral pelo menos ao 90% dos diagnosticados, e alcançar a indetectabilidade do vírus pelo menos um 90% das pessoas tratadas).

O Estado Providência serviços e/ou medicamentos de forma gratuita para as pessoas que vivem com HIV residentes legalmente na Colômbia. Realmente ainda se apresentam situações de desabastecimento e demora em serviços, mas faz parte do exercício do sistema de saúde colombiano que trabalha de forma bem distinta ao resto da região. Na prevenção em algumas cidades se executa o projeto do Fundo Mundial, mas Colômbia atualmente não tem uma campanha visível de prevenção, se faz a nível dos municípios ou é realizada pela sociedade civil como trabalho em HIV.

Cabe destacar que em Junho de 2019 o país desse penalizou a transmissão de HIV. O Tribunal Constitucional de Colômbia derrogou artigos do Código Penal que consideravam um crime a transmissão do vírus, afirmando que isto constituía uma discriminação, e que além disso a medida não contribui aos objetivos da saúde pública.


Delegados ante GayLatino

Jorge Pacheco Cabrales

Email: jpacheco@ligasida.org.co

Organização: Liga Colombiana de luta contra o AIDS – LIGASIDA

www.ligasida.org.co

Bogotá - Colombia

Oswaldo Adolfo Rada Londoño

Email: oswrada@gmail.com

Organização: Mecanismo social de apoio e controle em HIV – MSCAVCO

https://mscavco.webnode.com/

Cali - Colombia